Participantes

   

Leppert, Richard (Minneapolis – Minnesota) - “Música, Estética e a Dialéctica do Empenhamento Social”

 

Richard Leppert é Regents Professor e Morse Alumni Distinguished Professor do Departamento de Estudos Culturais e Literatura Comparada na Universidade de Minnesota. O seu doutoramento é em Musicologia, com História de Arte como campo correlacionado. Graduou-se em Música, Literatura Inglesa e Literatura Alemã. O seu trabalho concentra-se nas relações da música e imagens com a construção social e cultural, principalmente em torno de questões de género, classe e raça. A maior parte do seu trabalho diz respeito à alta cultura europeia desde o início da modernidade até ao presente, embora também tenha publicado sobre música e arte americanas e cultura popular. Interessa-se especialmente pelas teorias críticas das artes e da cultura desde a Escola de Frankfurt ao pós-modernismo, Adorno em particular. Entre os mais recentes doz dez livros que publicou, contam-se: “A Visão do Som: Música, Representação e a História do Corpo”; a edição de uma Selecção de Ensaios sobre Música de Theodor W. Adorno; “Para além da Trilha Sonora: Representando Música no Cinema” (co-editado com Lawrence Kramer e Daniel Goldmark) e um volume de ensaios, “Sound Judgment”, para a série da Ashgate Press, Contemporary Thinkers on Critical Musicology.

 

Resumo

 

Esta comunicação propõe uma reflexão sobre a música e a sociologia da música que podia partir das implicações de duas observações aforísticas de T. W. Adorno: “Os limites da arte proclamam os limites da política” (Quasi una fantasia) e “Que a arte permaneça como lembrança do que não existe, incita à raiva” (Teoria Estética). A importação distópica de ambas as observações, embora ironicamente, é profundamente informada pelo impulso utópico que Adorno atribuía à arte e às suas diversas práticas, ocupando a música um lugar proeminente entre elas, tal como ao pensamento sobre arte que, no caso de Adorno, é sobretudo centrado na música e sua sociologia. A comunicação partilha algumas ideias em torno tanto das potencialidades como dos perigos ou limitações dos perigos de formas de música, práticas musicais e estudos musicais académicos socialmente empenhados. Também considera se conceitos idealistas associados ao utopismo mantêm alguma relevância na pós-modernidade. A questão é menos a de recomendar qualquer forma específica de sociologia da música e mais a de explorar, embora sob uma forma exploratória, o que poderia utilmente emergir como fundamento para pensar – ou repensar – a nossa prática como estudiosos de música, à luz da obra de Adorno – partes do qual, para ser rigoroso, estão bem incorporadas no actual pensamento musical.

 

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