Lessa, Elisa (Braga) - “Vozes femininas, regras masculinas: poder patriarcal e praxis musical nos conventos portugueses (séc. XVIII)”
Elisa Lessa é Professora Associada da Universidade do Minho. Responsável pela área da Música, é actualmente Directora do Curso de Licenciatura em Música. Foi Directora do Curso de Estudos Superiores Especializados em Educação Musical (1999-2000); Directora do Departamento Expressões Artísticas e Educação Física (2000-2004); Directora do Curso de Mestrado em Estudos da Criança - Especialização de Educação Musical (2003 - 2008); e Coordenadora da Linha de Investigação em Estudos Artísticos do Centro de Investigação em Estudos da Criança - CESC-UM . Foi também presidente da Associação Portuguesa de Educação Musical - APEM (2004-2007). Elisa Lessa terminou o curso de Licenciatura em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa, em 1987. Obteve o grau de Mestre, na mesma área, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em1992, com a tese “A Actividade Musical na Sé de Braga no Tempo do Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus (1588-1609).” É doutorada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa (1998) com a tese “ Os Mosteiros beneditinos Portugueses ( séculos XVII a XIX): Centros de Ensino e Prática Musical.
Autora de diversas publicações nacionais e estrangeiras em revistas especializadas nos domínios da Musicologia e da Pedagogia Musical, orienta várias teses de mestrado e doutoramento nestas áreas. Tem editadas obras de música portuguesa (século XVIII) e de Música Portuguesa para a Infância dos séculos XIX e XX. É Directora Artística da Orquestra de Câmara do Minho desde 2006.
Resumo
A música assumiu desde sempre um papel fundamental na vida das comunidades religiosas, A importância que as comunidades monásticas atribuíam à música ultrapassava, porém, o serviço religioso, A música era também um meio de desenvolvimento cultural e uma espécie de recreação espiritual. Os conventos femininos eram de direito diocesano, sendo da responsabilidade dos bispos e dos Visitadores por eles nomeados, o controlo disciplinar da vida comunitária. A oposição das religiosas era constante e nem sempre pacífica. Apesar das proibições, as fontes manuscritas encontradas revelam uma intensa actividade musical realizada pelas monjas com eloquentes Te Deum e Magnificat e a representação de Comédias e Entremezes.

