Muñoz-Hidalgo, Mariano (Talca - Chile) – “Psicossociologia da cultura popular: marginal versus subterrâneo na música popular”
Psicólogo, Universidad de Chile. Magister Artium em Comunicação Social, U. de Chile. Doutor em Pensamento e Cultura (Pensamiento y Cultura), Universidade de Santiago do Chile. Professor Director, Universidade de Talca, no Chile, Universidad de La Habana, Cuba; Doutorado em Economia e Globalização, Universidad de Lleida, Espanha.
Livros publicados: 1) “El cuerpo en fuga: seducción y sentido en la comunicación de masas”, 1 ª y 2 ª Edición, Imagente, Viña del Mar, 1996. 2) “Tres Cuerpos de amor y una América reencantada: Neruda y el ser americano”, a Fundación Neruda-UDP, Santiago do Chile, 2000. 3) “Canción y cultura popular. Cuba y Chile”, Edit. USACH, Santiago de Chile, 2003. 4) “El bolero en Latinoamérica: estudo crítico”, Editorial Ayacucho, da Venezuela, 2008 (no prelo). 5) “Arqueología de la identidad latinoamericana”, Ed. Casa de las Américas, Cuba (no prelo).
Prémios: - Prémio de Ensaio V Centenário, UNESCO e Governo de França (1993); - Finalista, Prémio de Ensaio de Musicologia, Casa de las Américas, La Habana, (1997); - Premio de Ensaio Fundación Neruda (2000).
Resumo
A música popular, como expressão da cultura popular (e uma expressão muito representativa), é aqui considerada do ponto de vista da sua relação com a cultura oficial hegemónica tal como esta observada no médium da linguagem. Tal relação é vista como uma forma alternativa de discurso social, não hegemónico, e governada pelos seus próprios códigos, diferentes daqueles que são mantidos pela indústria cultural.
A construção da distância social, o desenvolvimento de uma atitude crítica e de conteúdos e discurso identitários são tomados em consideração, entre outros factores diferenciadores. Por último, dois fenómenos de construção social de distância são usados para comparação: a marginalidade de folclore (tradicional e conservador) e a performance underground ou subterrânea (inovadora e crítica). Da comparação entre marginalidade e o underground emergem algumas observações, tal como a necessidade cultural de enfatizar a criação e difusão de expressões culturais alternativas e de identidade como uma estratégia de resistência cultural à indústria cultural e à expansão global como um todo. O principal risco tido em conta é o perigo da uniformização cultural, e muito, apesar da aparente diversidade. Conclui-se que produções culturais populares alternativas são saudáveis manifestações do pensamento crítico, embora possam ser expressas através de meios convencionais. Por outras palavras, um fenómeno sociológico como música popular tem muito de atitude psicológica na sua reivindicação.

