Participantes

   

Pinho Vargas, António ( Coimbra ) - “A música europeia após 1945 como um espaço restrito de enunciação”

 

António Pinho Vargas (1951) Compositor, músico, ensaísta. Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Actualmente bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, research fellow do Departamento de Música da Universidade de Durham e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde prepara um doutoramento em Sociologia da Cultura. Publicou os livros Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas (Porto, Afrontamento, 2002) e Cinco Conferências sobre a História da Música do Século XX (Lisboa, Culturgest, 2008)  Gravou 8 discos de jazz como pianista/compositor e 4 discos monográficos. Compôs 4 óperas, 1 oratória, 9 peças para orquestra, 7 obras para ensemble, 16 obras de câmara, 7 obras para solistas. Podem destacar-se as óperas Édipo , Tragédia de Saber (1996), Os Dias Levantados (1998) e Outro Fim (2008) os quartetos de cordas Monodia, quasi un Requiem (1993) e Movimentos do subsolo (2008), as obras para orquestra Acting Out (1998, Graffiti [just forms] (2006), Six Portraits of Pain , para violoncelo solo e ensemble (2005) e Um Discurso de Thomas Bernhard , para narrador e orquestra (2007).

 

Resumo

 

Esta comunição propõe uma análise do facto de existir um lugar , um determinado espaço geográfico bem delimitado onde a música contemporânea composta desde 1945 até hoje existe , um espaço onde é produzida, divulgada e disseminada para outros lugares e paises da Europa e do mundo. O conjunto de agentes e instituições activo nesse campo particular da criação musical constituiu-se como um dispositivo de poder capaz de declarar inclusões e exclusões de uma forma muito próxima do conceito de poder teorizado por Michel Foucault, especialmente no que se refere ao facto de não ter sujeito: não há um responsável individual pelo exercício desse poder. Há um conjunto vasto de agentes, de instituições e sistemas de ensino importantes para a concretização das acções de poder mas igualmente um tipo de funcionamento interiorizado assente em discursos que moldam, produzem e reproduzem a realidade que descrevem.

 

 

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